Foram pouco mais de três anos. Era todo dia 26. Acabou. O café esfriou, a solidão aumentou, aquele vazio inextricável a dois, e não parece que haverá ante isso tudo um depois.
Como vou encontrar outra pessoa única no mundo?
Como finalmente me enfrentar e me vencer?
Ah, vida. Você dói tanto às vezes. Você não explica nada às vezes. Você me lembra Anaïs Nin, tomando seu café no fim em Henry & June.
Chorei porque não era mais uma criança com a fé cega de criança. Chorei porque não podia mais acreditar e adoro acreditar. Chorei porque daqui em diante chorarei menos. Chorei porque perdi a minha dor e ainda não estou acostumada com a ausência dela.
